as ideias florescem

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PARTICIPA!


Concorre, as vezes que quiseres, com selfies tuas e com os teus livros preferidos!
Até ao final de janeiro de 2015.
No FB da tua biblioteca escolar: TECA CIDADELA CASCAIS

CONCURSO SELFIE BE 2015


A partir de hoje e até ao fim de janeiro de 2015, podes postar no Facebook da tua Biblioteca Escolar um ou várias Selfies tuas com o teu ou teus livros preferidos.
A foto mais original será escolhida pelos professores de português, as professoras bibliotecárias do Agrupamento e  um representante da Raiz Editora, que se encarregará de fornecer os prémios para os autores das três Selfies selecionadas.
Participa!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Boas leituras nas Férias!




Bill Gates defende que os seus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os jovens serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.



Encontro com o escritor João Pedro Mésseder


A Biblioteca da Escola Secundária da Cidadela recebeu o escritor João Pedro Mésseder, no dia 10 de dezembro, a meio da manhã, para uma longa e interessante conversa sobre o processo de escrita e outras questões biográficas e bibliográficas, com três turmas de 5.º ano. 

Aqui ficam algumas informações sobre o autor: Pseudónimo literário de José António Gomes, nasceu em 1957, no Porto, e aí completou os seus estudos universitários. Publicou livros de poesia como A Cidade Incurável (1999), Ordem Alfabética(2000), Fissura (2000, Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho), Espuma (2001) e À Noite as Estrelas Descem do Céu (2002). É ainda autor de livros ilustrados para crianças: Versos com Reversos (1999, nomeado pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil para a «Lista de Honra do IBBY» de 2000), De que Cor é o Desejo? (2000), A Couve, as Calças e o Burro (2004) e Não Posso Comer Sem Limão (2004).


terça-feira, 13 de novembro de 2012


Em exibição na tua Biblioteca Escolar (novembro de 2012)

Os homens são do tamanho dos valores que defendem. Aristides de Sousa Mendes foi, talvez por isso, um dos poucos heróis nacionais do século XX e o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando era cônsul em Bordéus, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se por completo. "É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão fundamental: a sua consciência", afirma o jornalista Ferreira Fernandes. Aristides de Sousa Mendes foi o "Schindler português" muito antes de o alemão começar a sua actividade humanitária em prol dos judeus. Atendendo à verdade histórica, Oskar Schindler é que foi o Aristides alemão. 

De uma coisa ninguém tem dúvidas: Aristides de Sousa Mendes é um dos maiores símbolos nacionais da II Guerra Mundial. Foi o homem como metáfora do humanismo. Em 1940, Aristides era cônsul de Portugal em Bordéus e, indo contra uma directiva expressa de Salazar para não se concederem vistos a refugiados que quisessem atravessar a França para chegar a Portugal, desobedeceu e passou 30 mil vistos. "Na vida de cada pessoa há uma ou outra oportunidade para se revelar, para mostrar aquilo em que acredita e levar isso até às últimas consequências", diz D. Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa. "Ele revelou um sentido de rasgo, um sentido de risco." 
No século XX português não há outra figura que tenha mudado tanto - objectiva e materialmente - a vida de milhares pessoas. "Ele representa a desobediência justa", refere António Costa Pinto, historiador e professor do Instituto de Ciências Sociais. "É o exemplo de solidariedade. A sua figura é muito associada ao humanismo do século XX."  No momento crucial da vida na Europa e no mundo, Aristides de Sousa Mendes foi capaz de distinguir o essencial do acessório. "Percebeu que não poderia ficar indiferente à sorte de milhares de pessoas que foram aparecendo no Consulado de Portugal em Bordéus", diz José de Sousa Mendes, sobrinho de Aristides. 

Nascido numa abastada família de antigos fidalgos de província, de Cabanas de Viriato, perto de Viseu, Aristides e o irmão gémeo cursam Direito em Coimbra e seguem a carreira diplomática. Perseguido pelo regime sidonista e a I República em geral, após o golpe de 28 de Maio de 1926 é colocado em Vigo, num posto prestigiante e de confiança. A seguir é transferido para Antuérpia, outro posto de confiança, onde ficará nove anos. Com 50 anos é o decano do corpo diplomático. 
Em 1938, após Salazar recusar o seu pedido para permanecer na Bélgica, é colocado em Bordéus. Em 1939, com o rebentar da II Guerra Mundial e, em 1940, devido à invasão da França pelas tropas alemãs, milhares de refugiados fogem para sul. Os jardins do Consulado e as ruas vizinhas servem de local de acampamento a milhares de pessoas, das mais variadas nacionalidades, sobretudo judeus, que fogem da perseguição nazi, mas também gente que foge somente da guerra. 

Com a proibição de Salazar - que além de presidente do Conselho de Ministros era ministro dos Negócios Estrangeiros - de se passarem vistos a refugiados, sobretudo a "israelitas", Aristides de Sousa Mendes segue a sua formação humanista e católica e desobedece. Passa (com dois dos seus filhos mais velhos) milhares e milhares de vistos àqueles fugitivos, entre os dias 17 e 19 de Junho de 1940. Terão sido passados cerca de 30 mil, nesses escassos dias. "Concede vistos sem olhar a nacionalidades, etnias ou religiões. Graças a ele, Portugal ficou na história como um país que apoiou os refugiados durante a II Guerra Mundial", lembra a historiadora Irene Pimentel. "Aristides marca de forma indelével a história de Portugal porque permitiu reconciliar-nos com a nossa dignidade. Mais do que qualquer outra pessoa da sua época, dignificou o que era ser-se humano e ser-se português", diz Fernando Nobre, presidente da Fundação AMI. 
O mais atraente na história de Aristides de Sousa Mendes é ele ser uma espécie de herói vulgar, que está preso "apenas" à sua consciência. Quando se deu a ocupação do Consulado, fechou-se num quarto para reflectir o que deveria fazer. Numa alucinante inquietação, ficou apenas ele e o seu dilema: respeitaria as ordens superiores - o que, aliás, havia feito toda a vida - ou responderia à sua consciência? "Aristides de Sousa Mendes era um homem vulgar, um funcionário ordeiro, com mais de 50 anos e 12 filhos, que nunca se tinha oposto ao regime ditatorial existente em Portugal", conta o jornalista Ferreira Fernandes. "Mas naquela hora respondeu à sua consciência. E isso foi extraordinário." Continuando a desobedecer às ordens superiores, provou que não tinha vocação de capacho. Pela inacção dos colegas de Bayonne e de Hendaye, desloca-se a estas cidades nos dias seguintes e ele próprio emite mais alguns milhares de vistos. "Segue a sua consciência humanista universal", refere Medeiros Ferreira, historiador e professor universitário. "Opta nitidamente pela desobediência civil. Opta por salvar aquelas milhares de pessoas que estavam nas escadarias do Consulado à espera de um visto salvador." 

As perspectivas dos seus actos não se limitavam a ser sombrias. Excediam em perigo mais do que a imaginação humana pudesse conceber. "Fez tudo o que estava ao seu alcance, mesmo que isso lhe custasse a carreira, a vida e o bem-estar da sua família", conta José de Sousa Mendes. No dia 24 de Junho recebe um telegrama de Salazar ordenando-lhe o regresso imediato a Lisboa. "Enfrentou a ira de Salazar, que não podia permitir que um diplomata desobedecesse às suas ordens", relata Irene Pimentel. Após 32 anos de serviço, Aristides de Sousa Mendes (com uma família de 12 filhos) é demitido compulsivamente sem direito a qualquer reforma ou indemnização. Além disto, é interditado de exercer advocacia e os filhos de frequentarem a universidade. O irmão também é demitido do serviço diplomático. A sua vida estilhaça-se por completo: desmorona-se em prol de um ideal. "Mas quem atinge assim o pico, atinge a glória", afirma D. Manuel Clemente. 
Há uma grande presença de Deus na sua vida. O cônsul coloca o seu catolicismo acima de tudo. "Viveu a vida como responsabilidade, a vida como encargo, a vida como compaixão. Actuou de maneira exemplar na história portuguesa e da Humanidade", resume D. Manuel Clemente. Foi um homem conservador, que se adaptara ao regime do Estado Novo, e que levou o seu cristianismo até às últimas consequências. Alberga no seu palácio de Cabanas de Viriato muitas famílias de refugiados, hipotecando para o efeito todo o recheio. Já na miséria, é auxiliado pela Comunidade Israelita de Lisboa a partir de 1941, sendo muitos dos seus filhos chamados por aqueles que haviam sido salvos, sobretudo a partir dos Estados Unidos e do Canadá. "Aquilo que mais admiro foi a capacidade de ter aguentado a vida nos quase 14 anos que se seguiram àquele acontecimento", sublinha José de Sousa Mendes. "O seu mundo desabou totalmente." 
Em 1945, terminada a Guerra, tendo feito uma exposição para tentativa de reapreciação do seu processo, não recebe resposta. A situação de miséria agrava-se. Em 3 de Abril de 1954 morre, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa, desonrado e sozinho (os filhos já tinham todos emigrado para a América), acompanhado apenas por uma sobrinha. 
Ainda hoje a figura de Aristides de Sousa Mendes é controversa. "A nível da diplomacia, há quem diga que o dever de obediência deveria estar acima da sua atitude humanitária", conta Irene Pimentel. "Eu acho que não. É precisamente nestas alturas que se vê a postura dos seres humanos." Pormenor importante: por incrível que pareça, Aristides de Sousa Mendes só foi reabilitado nos anos 80 do século XX - e muito por pressão exterior. Foi primeiro elogiado nos Estados Unidos e em Israel. É considerado o justo entre os justos. "Em 1987, reencontrei um dos filhos dele que emigrou para o Canadá, numa homenagem a Aristides, na Alameda dos Justos, em Jerusalém, onde há uma árvore dedicada a cada um dos justos que ajudou os judeus durante a guerra. Fomos convidados para regar essa árvore", conta, emocionado, José de Sousa Mendes. "Aristides não tem um monumento em Portugal. Mais do que um monumento, deveria haver simplesmente uma lei que dissesse: 'A nuvem - aquela coisa efémera -, a nuvem mais bonita em Portugal, todos os dias, deveria chamar-se Aristides de Sousa Mendes'", remata Ferreira Fernandes.

Fonte: http://tv0.rtp.pt/gdesport/?article=822&visual=3&topic=1

Algumas imagens do evento, agradecendo ao palestrante e ao atento público que o escutou e com ele interagiu.


No dia 7 de novembro, pelas 10 horas e 30 minutos, Daniel Oliveira, da Amnistia Internacional, veio à Escola Secundária da Cidadela dar uma palestra sobre Direitos Humanos e conversar com os alunos do ensino secundário sobre o importante papel da sua organização em defesa dos direitos fundamentais do Homem, em todo o mundo. Foi uma sessão muito interessante para a promoção da consciência cívica nos alunos que dela puderam usufruir. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012


A Biblioteca Escolar comemora o Halloween com o visionamento de um filme elaborado pela professora bibliotecária, de caráter lúdico e pedagógico, relacionado com a temática do mesmo. Contém informação, imagens,  música, dança, muito vocabulário, clips divertidos, entre outros.
O filme O Susto de Shrek, no âmbito do tema do Halloween, será mostrado. Têm sido umas sessões muito divertidas!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012



A Biblioteca Escolar deseja a todos os alunos, professores e funcionários um excelente ano letivo!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Boas leituras!


Terminam hoje as atividades letivas e as férias espreitam. Alguns de vós ainda têm de estudar para os exames, mas, depois dessa árdua tarefa, virão longos dias dedicados a momentos de prazer. Um deles é a leitura que te pode acompanhar para todo o lado e te leva para mundos distantes e fantásticos. A leitura é a porta para a descoberta de novos conhecimentos. Desde a infância,o homem desenvolve a mente através da leitura, lendo histórias infantis, livros e revistas. Com a continuação do hábito de ler, transformamo-nos numa verdadeira fonte de informação que devemos colocar em prática ao longo da vida, seja no nosso dia a dia ou na vida profissional. 
Ler é essencial. Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e experiências com as dos outros. No final de cada livro ficamos enriquecidos com as novas ideias. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios. 
Ler também é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Levam-nos para outros tempos, outros lugares, outras culturas; em situações e dilemas que nós nunca poderíamos imaginar que encontrássemos. Os livros ajudam-nos a sonhar e fazem-nos pensar
Alguns livros são simplesmente melhores que outros. Alguns autores veem com mais profundidade o interior de personagens estranhas e descrevem o que elas veem e sentem de uma forma mais real e efetiva. As suas obras podem exigir mais dos leitores: consciência das coisas implicadas em vez de meramente descritas, sensibilidade às nuances da linguagem, paciência com situações ambíguas e personagens complicadas, vontade de pensar mais profundamente sobre determinados assuntos. Mas esse esforço vale a pena, pois estes autores podem proporcionar aventuras que ficam na nossa memória para toda a vida.
Relativamente aos escritores em si, é difícil muitas vezes começar a ler livros de um novo escritor, o que nos leva a desistir ao fim de poucas páginas. É essencial ser perseverante. A maioria da boa escrita é complexa. E é precisamente essa diversidade e complexidade que faz da literatura uma atividade recompensatória e estimulante.
Todo o leitor tem a sua abordagem individual mas o melhor método, sem dúvida, de extrair o máximo de um livro é lê-lo várias vezes.
Enriquece as tuas férias. Lê um bom livro!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pedido de devolução de livros requisitados


Caros leitores e utilizadores da Biblioteca da ESCidadela,


Estamos a chegar ao final do ano letivo, depois de muito trabalho, muito estudo e muitas leituras. Chegou a hora de devolveres os livros que requisitaste de modo a que estes possam deliciar novos leitores. Não te esqueças de o fazer até dia 8 de junho, por favor. A Teca Cidadela agradece-te! 



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Workshop de escrita criativa - argumento televisivo


Catarina Dias e Ana Vasques, da SP Televisão, vieram hoje, 30 de maio, à nossa biblioteca, conversar com alunos de três turmas de ensino básico e ensino secundário, sobre a escrita para televisão, revelando aos alunos como se desenvolve todo o processo de criação e argumento para as telenovelas e séries televisivas tão ao gosto do público português. Obrigada às duas em nome de todos quantos assistiram à vossa palestra com tanta atenção e entusiasmo!

Teresa Lopes Vieira na BE da Cidadela

Teresa Lopes Vieira voltou à nossa Biblioteca Escolar, no dia 22 de maio, desta vez para cativar a atenção de mais duas turmas do ensino secundário que se renderam à sua simpatia a relatar o seu percurso de vida (apesar de ser ainda uma autora muito jovem!)e a falar sobre o seu gosto pela escrita e pela leitura.

 O livro em destaque voltou a ser Gato Persa Social Club, como tal deixamos aqui a sua sinopse:

 A vida de Francisco, um jovem emigrante português desesperado por dinheiro, é violentamente abalada quando este se envolve num casamento por conveniência, no submundo da imigração ilegal em Amesterdão. Mariam, uma egípcia pouco convencional que abandona o mundo islâmico em nome do sonho europeu, desaparece misteriosamente, deixando o caos instalado com a sua partida. É então que Francisco e a namorada, Eva, partem numa procura frenética entre Amesterdão e Cairo, em busca da única pessoa que poderá devolver-lhes a vida que tinham. Esta é a história de três personagens que vagueiam entre a demanda espiritual e a necessidade material, a busca de identidade cultural e a perda das origens, numa existência sem fronteiras em que tudo vale para atingir os próprios objetivos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Formação INE


O Instituto Nacional de Estatística esteve presente na Biblioteca Escolar, hoje, dia 16 de maio, durante a tarde, numa sessão de formação para docentes das Escolas Secundárias de Cascais e da Cidadela. Tal como veiculado na página da referida instituição, "a informação é um produto fundamental na vida dos cidadãos, na atividade das empresas, no funcionamento dos Estados". Assim, a "informação estatística, em especial, é hoje uma forma de conhecimento necessária à assunção de uma cidadania plena, imprescindível na tomada das decisões que fazem surgir e progredir as empresas, essencial ao enquadramento das políticas com que se governam as nações". Enquanto retrato da sociedade, importa conhecer a informação estatística.

Parabéns! Prémio para alunos da Escola Sec. da Cidadela.

Escola Secundária da Cidadela ficou em 2.º lugar Alunos do secundário distinguidos na Assembleia da República Jovens propõem três alterações à lei da Procriação Medicamente Assistida Estudantes das Escolas Secundárias de Oeiras, Cascais e Baixa da Banheira receberam hoje, na Assembleia da República, os prémios do concurso «Procriação Medicamente Assistida em Debate». O desafio lançado a jovens do 12.º ano pelo Conselho Nacional para a Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) e pela Ciência Viva, teve como objectivos promover o conhecimento sobre a Procriação Medicamente Assistida (PMA) dos pontos de vista científico, tecnológico, ético, social e legal; e estimular o debate sobre a PMA. “O nosso objectivo foi combater o preconceito porque na PMA há muitos preconceitos que impedem que se proporcione aos casais que não conseguem ter filhos a possibilidade de os terem”, sublinhou Eurico Reis, presidente do CNPMA. Segundo o responsável, “será melhor o nosso futuro” se os jovens “estiverem armados com espírito científico, análise crítica e não se deixarem levar pelo preconceito”. Entre Outubro de 2011 e Março de 2012, os jovens exploraram o tema da PMA realizando pesquisas, debates, jogos, entrevistas, com o apoio de especialistas do CNPMA e do jornalista José Vítor Malheiros. Das catorze escolas que participaram no concurso, que contou também com a coordenação científica do investigador Alexandre Quintanilha, saíram três vencedoras. Em primeiro lugar, com um prémio de 500 euros, ficaram os alunos da Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras, com o projecto ‘The Art of Life’ que resultou na produção de dois jogos de mesa, uma Peça-Debate e um Quiz interactivo. Os alunos da Escola Secundária da Cidadela, Cascais, receberam o 2º Prémio no valor de 300 euros. Para responder ao desafio do projecto os jovens realizaram trabalhos no formato ‘PlayDecide’ por considerarem que poderiam ser posteriormente acedidos por outros elementos da comunidade escolar, outros alunos e até familiares e amigos dos autores. O ‘PlayDecide’ é um jogo de discussão com o objectivo de conversar de forma simples mas eficaz sobre assuntos controversos que os alunos puderam partilhar na plataforma europeia. Fonte: Ciência Hoje

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O fascínio do Egito


Howard Carter


Howard Carter nasceu a 9 de março de 1874 em Kensington, Londres. Não teve uma educação formal e através de seu pai, Samuel Carter, um artista, foi-se entranhando na arte e aprendendo o seu futuro ofício como desenhista e pintor. Com muito talento e nenhuma ambição em se dedicar aos negócios da família, a pintura de retratos de famílias da região, Howard seguiu o seu destino ao ver uma oportunidade de ir ao Egito e trabalhar para a Egyptian Exploration Fund, responsável em fazer cópias dos desenhos e inscrições e documentos para os estudiosos. Em outubro de 1891, com a idade de 17 anos, Carter foi a Alexandria. O primeiro projeto que Carter participou foi em Bani Hassan. Diz-se que esse trabalho o deixou tão entusiasmado que chegava a ponto de trabalhar o dia inteiro e depois dormia com os morcegos numa tumba. 

Em 1899, com 25 anos, Carter recebeu o convite para o seu primeiro  trabalho como Inspetor chefe Geral de Monumentos do alto Egito. O convite foi feito pelo então diretor de antiguidades egípcias, Gaston Maspero. A responsabilidade de Carter incluía supervisionar e controlar a arqueologia ao longo da região mais importante do Egito, incluindo Tebas. A grande mudança na vida de Carter foi causada por um incidente entre os guardas egípcios e turistas franceses bêbados. Os arruaceiros tornaram-se agressivos e começaram a danificar artefactos preciosos. Carter tomou partido dos guardas e os franceses, sentindo-se ultrajados, já que os europeus eram sempre vistos como soberanos em qualquer situação que envolvesse o pobre povo egípcio, exigiram no dia seguinte dos altos escalões, incluindo o próprio cônsul egípcio, Lord Cromer, que chamassem Carter e o obrigassem a se desculpar pelo seu comportamento.  Com a veemente recusa de Carter, Petrie teve, a contragosto, que dispensá-lo, para que o incidente não tomasse a dimensão de um incidente diplomático. De 1905 a 1907, Carter sobreviveu como guia de excursões, vendeu as suas aguarelas aos turistas e negociou com antiguidades. Em 1908, Carter, com indicação do seu amigo fiel, Maspero, conseguiu trabalho. O arqueólogo tornou-se supervisor das escavações patrocinadas por um milionário apaixonado pelo Egito, George Herbert, o 5.º Lord Carnarvon. Lord Carnarvon era um desportista e colecionador de objetos de arte. Frequentador de todos os campos de corrida e um exímio atirador. Era senhor de enorme fortuna e dono do terceiro carro licenciado na Inglaterra. Chegou ao Egito um ano antes, em 1906, para se recuperar de um acidente automobilístico que o deixou com problemas respiratórios: foi sugerido pelos médicos que buscasse uma região de clima seco e o Egito era muito frequentado pelos ingleses nessa época. Um amigo emprestou a Lord Carnarvon uma concessão para escavar a área. Carnarvon precisava de um especialista e foi apresentado a Carter, que logo mostrou suas ideias a Lord Carnarvon.
  
O arqueólogo tinha muitas aspirações 

Uma delas era encontrar a tumba de um rei do qual só se sabia por causa de umas poucas peças encontradas com seu nome gravado: o então desconhecido Tutankamon! Carter começou a pesquisar a possibilidade de que a tumba do Faraó Tutankamon estivesse escondida no Vale dos Reis. O vale dos Reis nessa época era uma verdadeira muralha de pedras e havia um pico rochoso em forma de pirâmide chamado "Cabo Horn". Ao pé da parede de rocha, detritos, pedras e terra se desprendiam e escorregavam para o vale. Nas encostas, cavidades e tumbas escavadas, cujos entulhos aglomeravam-se no solo sagrado revirado.
Nenhum indício de onde começar a cavar, mas já experiente, Carter tinha um plano...  Só em 1914, tiveram início as escavações, mas, por causa da Primeira Guerra Mundial, o trabalho de escavação foi interrompido e só retomado em 1917. As escavações continuaram sem êxito até 1922, quando, no dia 4 de novembro, foi encontrado um degrau esculpido em rocha viva ao pé da tumba de Ramsés VI. O momento mais esperado veio no dia 17 de fevereiro de 1923, quando se abriu a porta da câmara mortuária e surgiu um imenso sacrário dourado que tinha uma porta com dois batentes na outra extremidade. No total, havia quatro esquifes, um dentro do outro, todos cobertos com ouro em folha e o último contendo um esquife de quartzo. Dentro dele estavam três sarcófagos antropomórficos, representando Tutankamon, um dentro do outro, mostrando o bonito rosto do faraó; o mais interior era de ouro puro. Neste último estava o corpo.

Bibliografia: Deuses Túmulos e Sábios, C.W. Ceram


quarta-feira, 2 de maio de 2012


                 No Amor Começa-se Sempre a Zero
Fazer um registo de propriedade é chato e difícil mas fazer uma declaração de amor ainda é pior. Ninguém sabe como. Não há minuta. Não há sequer um despachante ao qual o premente assunto se possa entregar. As declarações de amor têm de ser feitas pelo próprio. A experiência não serve de nada — por muitas declarações que já se tenham feito, cada uma é completamente diferente das anteriores. No amor, aliás, a experiência só demonstra uma coisa: que não tem nada que estar a demonstrar coisíssima nenhuma. É verdade — começa-se sempre do zero. Cada vez que uma pessoa se apaixona, regressa à suprema inocência, inépcia e barbárie da puberdade. Sobem-nos as bainhas das calças nas pernas e quando damos por nós estamos de calções. A experiência não serve de nada na luta contra o fogo do amor. Imaginem-se duas pessoas apanhadas no meio de um incêndio, sem poderem fugir, e veja-se o sentido que faria uma delas virar-se para a outra e dizer: «Ouve lá, tu que tens experiência de queimaduras do primeiro grau...» 

Pode ter-se sessenta anos. Mas no dia em que o peito sacode com as aurículas a brincar aos carrinhos-de-choque com os ventrículos, Deus Nosso Senhor carrega no grande botão «CLEAR» que mandou pôr na consola consoladora dos nossos corações. Esquece-se tudo. Que garfo usar com o peixe. Que flores comprar. Que palavras dizer. Que gravata com que raio de casaco hei-de usar? Sabe-se nada. Nicles. 
Olha-se para as mãos e parece uma cena de transformação dum filme de lobisomens — de onde outrora havia aqueles dedos tão ágeis e pianistas, brotam dez abortos de polegares. E o vinho entorna-se só de pensar nisso. E as solas dos sapatos passam a atrair magneticamente todos os excrementos caninos da cidade. E a voz que era toda FM Estéreo da Comercial quando vai para dizer «Gosto muito de ti» fica repentinamente Abelha Maia. 
Tenha-se 17 ou 71 anos, regressa-se automaticamente aos 13 — à terrível idade do Clearasil e das sensações como que de absorção. Quem se apaixona dá mesmo saltos no ar e diz «Uau!» quando o Pai deixa usar a pasta de dentes dele. Qual «ternura dos quarenta», qual bota da tropa cheia de minhocas! O amor é sempre uma anormalidade que provoca graves atrasos mentais. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'


Teresa Lopes Vieira é uma jovem escritora que nos veio presentear hoje, 2 de maio, na Biblioteca Escolar, com a apresentação do seu mais recente romance - Gato Persa Social Club. Com uma escrita fresca e atual, Teresa Lopes Vieira leva-nos, nesta segunda obra, a cenários de grande mudança, numa alucinante aventura entre Amesterdão e o Cairo.

A vida de Francisco, um jovem emigrante português desesperado por dinheiro, é violentamente abalada quando este se envolve num casamento por conveniência, no submundo da imigração ilegal em Amesterdão.

Mariam, uma egípcia pouco convencional que abandona o mundo islâmico em nome do sonho europeu, desaparece misteriosamente, deixando o caos instalado com a sua partida. É então que Francisco e a namorada, Eva, se lançam numa procura frenética entre Amesterdão e Cairo, em busca da única pessoa que lhes poderá devolver a vida que tinham.

Esta é a história de três personagens que vagueiam entre a demanda espiritual e a necessidade material, a busca de identidade cultural e a perda das origens, numa existência sem fronteiras em que tudo vale para atingir os próprios objetivos.

«Deambulando pelo Cairo, é fácil perdermo-nos pelas ruelas empoeiradas, ao mesmo tempo que esquecemos quem somos. Penetra-se num turbilhão de informação, de coordenadas e regras aleatórias, que regem uma sociedade mergulhada no caos. Pó, essa camada cinzenta e castanha vinda de nenhures, cobria os carros, as ruas, os passeios e espalhava-se magicamente no ar como se fizesse parte dele mesmo.»



Teresa Lopes Vieira nasceu em Lisboa em 1984. É formada em Direito, mas cedo descobriu na escrita e nas viagens as suas verdadeiras paixões. Para tal, já exerceu as atividades mais diversas, desde servir à mesa em Lyon a rececionista num hotel em Amesterdão. Foi precisamente essa experiência em Amesterdão e o contacto com as comunidades imigrantes na Holanda que inspiraram este romance, escrito depois de uma longa viagem pelo Egito.
Publicou em 2010 Os Diários da Mulher Peter Pan, romance passado na América do Sul (Equador, Colômbia e Venezuela).

Disponibilizamos o blogue da autora:   http://teresalopesvieira.blogspot.com/


Da mesma autora na Bertrand:

Os Diários da Mulher Peter Pan

Sobre Os Diários da Mulher Peter Pan…


«Uma viagem alucinante ao mundo da imaginação e da América do Sul, conduzida por Diana, uma mulher em plena crise da meia-idade.» Destak
«Esta é a primeira obra da jovem autora, que propõe uma viagem alucinante pela América do Sul, descobrindo a beleza, mas também a violência de um continente exótico.» Mundo Universitário
«Auspiciosa a estreia literária de Teresa Lopes Vieira.» Cosmopolitan



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bom ano letivo 2011.2012





Visita dos alunos dos 7.º e 10.º anos ao espaço da Biblioteca Escolar, a partir de hoje, dia 27 de setembro, ao longo de duas semanas. Irão conhecer os diversos recursos da BE, a professora bibliotecária e a funcionária da mesma. O blogue e o Facebook da biblioteca estarão atentos à informação da visita das diversas turmas. Bom ano letivo!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Boas férias!



A Biblioteca Escolar deseja a todos os alunos o merecido descanso depois das actividades escolares ao longo deste ano lectivo. Boas férias!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

eclipse lunar 15 junho



Um eclipse lunar é um fenómeno celeste que ocorre quando a Lua penetra, totalmente ou parcialmente, no cone de sombra projetado pela Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. É como se fosse um eclipse solar, porém a Terra encobre o sol nesse caso.

Por isso, o eclipse lunar só pode ocorrer quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem dela pelo seu nodo orbital. Este último evento também é responsável pelo tipo e duração do eclipse.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Devolução de livros da tua BE




Depois da leitura de inúmeras obras da tua Biblioteca Escolar, está na hora de procederes à devolução do(s) livro(s) requisitados, que tenhas em tua posse, a fim de procedermos à sua arrumação e manutenção, na pausa escolar do final do ano lectivo. Os livros que leste e/ou consultaste estarão disponíveis para serem utilizados por outros alunos nos próximos anos, proporcionando-lhes muitas horas de prazer e entretenimento.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Workshops de Escrita Criativa






No dia 18 de maio, 4.ª feira, na parte da manhã, Catarina Dias, profissional de escrita criativa e argumentos televisivos, da SP Televisão, ex-aluna da Escola Secundária da Cidadela, dinamizará dois workshops de escrita criativa, com duas turmas dos 9.º e 10.º anos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

2.ª semana de Voluntariado Jovem de Cascais



No dia 6 de maio, sexta-feira, estiveram presentes, na Escola Secundária da Cidadela, doze idosos de um Lar do concelho, a fim de conhecer as valências deste estabelecimento de ensino e partilharem afectos e experiências com os jovens que os receberam. Na Biblioteca Escolar, conheceram este espaço e os seus recursos, tendo assistido à leitura de poemas e à interpretação de cantigas populares por parte de alguns alunos de 7.º ano. Visitaram ainda a horta biológica, o laboratório de Biologia/Ciências Naturais e outros locais de aprendizagem, tendo almoçado no refeitório da escola com os seus anfitriões - os alunos e docentes envolvidos neste projecto de voluntariado.

domingo, 24 de abril de 2011

25 de abril de 1974 - Revolução dos Cravos

A Revolução dos Cravos foi um período da história de Portugal, desencadeado por um golpe de Estado militar ocorrido a 25 de Abril de 1974 que depôs o regime ditatorial Estado Novo, vigente desde 1933 e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático com a entrada em vigor de uma nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Este golpe, normalmente conhecido pelos
portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e apoiados pelos oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população, a resistência do regime ao golpe foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos.
Após o golpe foi criada a
Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica. Assim, a 15 de Maio de 1974, o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República que por sua vez atibuíu o cargo de primeiro-ministro a Adelino da Palma Carlos.
Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o
PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações, e confrontos militares, apenas terminado com uma tentativa de golpe de Estado fracassada a 25 de Novembro de 1975.
Com uma conjuntura mais estável, foi possível prosseguir com os trabalhos da
Assembleia Constituinte e chegar a uma nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de Abril, denominado "
Dia da Liberdade".

Fonte: Wikipédia

Feliz Páscoa!



A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (na Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. A Páscoa pode cair numa data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o seu corpo foi colocado num sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até à sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal têm origem nos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.




Fonte: Wikipédia (texto segundo o novo acordo ortográfico)

sábado, 23 de abril de 2011

23 de abril - dia mundial do livro e dos direitos de autor



O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.

Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos exactamente a 23 de Abril.

Todos os anos, o Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, assinala este dia com a publicação de um cartaz que distribui por bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais. Com ele, pretende-se chamar a atenção para a importância do livro e da leitura. O cartaz deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho. Premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países, a sua uma obra é hoje reconhecida como uma das vozes mais activas do sector.

Faça do livro um amigo sempre presente!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

22 de abril - dia da Terra



O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril. A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.

Aproveite esta época para passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.

Curiosidades sobre a Terra:

Tem cerca de 4,5 biliões de anos
Tem 510,3 milhões de km2 de área total
Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros
A população humana actual da Terra é de aproximadamente 6 billiões

quinta-feira, 31 de março de 2011

Campeonato de Língua Portuguesa


No dia 4 de Abril (2.ª feira), pelas 14.30, realiza-se o Campeonato de Língua Portuguesa, na Biblioteca Escolar. As equipas encontram-se apuradas (ver site da escola) e contamos com a tua presença. Vem divertir-te, aprendendo!

domingo, 27 de março de 2011

O grande Houdini - o sonho mágico

Harry Houdini, nome artístico de Ehrich Weiss (Budapeste, 24 de Março de 1874 — Detroit, 31 de Outubro de 1926), foi um dos mais famosos escapistas e ilusionistas da História. A sua família emigrou para os Estados Unidos, quando Houdini tinha quatro anos, em 3 de julho de 1878, a bordo do navio SS Fresia. Teve uma infância muito pobre, o que o obrigou a trabalhar desde cedo. Foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista. Foi também ferreiro e nesse ofício ele aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo. Certa vez, seu chefe encarregou-lhe de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a idéia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava nos seus truques. Desde então passou a apresentar-se como mágico, fazendo números nos quais se libertava não só de algemas, mas também de correntes e cadeados, dentro de caixas, dentro de tanques fechados; dentro e fora de água, de toda a maneira. Fez um sucesso enorme e ninguém até hoje conseguiu desvendar os seus truques por completo, mesmo depois de ter escrito boa parte dos segredos em livro. Houdini tinha habilidades impressionantes. Era capaz, por exemplo, de ficar vários minutos dentro de água sem respirar. E foi numa destas demonstrações de suas habilidades - a "incrível resistência torácica" - que ele morreu. Após apresentar o número para uma plateia de estudantes em Montreal, no Canadá, enquanto ele ainda exibia o "super" tórax, um dos estudantes, boxeador amador, invadiu os bastidores e sem dar tempo para que Houdini preparasse os músculos, golpeou-lhe o abdómen com dois socos. Os violentos golpes romperam-lhe o apêndice, e quase uma semana depois morreu, num hospital de Detroit. Era o fim de Harry Houdini, considerado até hoje o maior mágico que já existiu. Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 17 de março de 2011

21 de março . dia mundial da poesia




SER POETA É…

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca, Sonetos

terça-feira, 15 de março de 2011

Palestras com o Professor Fernando Pinto do Amaral



No âmbito da promoção da leitura e do gosto pela literatura, haverá duas palestras na Escola Secundária da Cidadela, no dia 16 de Março (4.ª feira), às 10.45 e 11.45, na sala de vídeo, dinamizadas pelo professor doutor Fernando Pinto do Amaral, comissário do Plano Nacional de Leitura. As sessões são dirigidas a alunos dos ensinos básico e secundário, respectivamente. As temáticas abordadas serão: "Hábitos de Leitura na Adolescência" e "O Gosto pela Literatura".

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval - Vale a pena ver esta excelente animação...

8 de março - Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a
década de 1920.
Na antiga
União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo
movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Livro na tua biblioteca escolar


O rapaz do pijama as riscas
BOYNE, John
Alfragide: Edições Asa,2007

Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sugestão de leitura

O Senhor Valéry é um homem que leva a lógica até aos limites, na tentativa de explicar o mundo. As suas explicações são sempre acompanhadas de desenhos. Tem um animal doméstico nada usual e uma casa de férias muito estranha. Chega a explicações absurdas, apenas porque nunca prescinde da sua lógica. Há quem tenha dito que lembra Tati ou o Principezinho.
«O Senhor Valéry era pequenino, mas dava muitos saltos. Ele explicava: Sou igual às pessoas altas só que por menos tempo.»

Prémio Branquinho da Fonseca Gulbenkian/Expresso

Gonçalo M. Tavares - um jovem escritor de sucesso


Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970, em Luanda. Passou a sua infância em Aveiro.
Publicou a sua primeira obra em Dezembro de 2001. Editou romances, contos, ensaio, poesia e teatro.
Em Portugal, recebeu o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance Jerusalém, o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry, o Prémio Revelação de Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações. Novalis e o Grande Prémio do Conto "Camilo Castelo Branco", da Associação Portuguesa de Escritores, com Água, Cão, Cavalo, Cabeça.
Jerusalém foi o romance mais escolhido pelos críticos do Público para “Livro da Década”.
Os seus livros deram origem, em Portugal e no estrangeiro, a peças de teatro, objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, projectos de arquitectura, etc., bem como a teses académicas (Portugal, Brasil e Itália).
Todas as suas obras estão a ser traduzidas. Está a ser editado em vinte e cinco países.
Prémios no estrangeiro: Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia) e nomeação para o Prix Cévennes 2009 – Prémio para o melhor romance europeu (França).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O cometa Halley e a República


O cometa Halley no ano da implantação da República (fotografado em 3 de Maio de 1910)
in Illustração Portugueza n.º221, de 16 de Maio de 1910

Ao longo da última semana, várias turmas, do 7.º ano, assistiram à apresentação de um powerpoint elaborado pelo Núcleo de Investigação de Astronomia da Cidadela (N.I.A.C.), em articulação com a Biblioteca Escolar e as comemorações do Centenário da República Portuguesa. Tem sido uma actividade muito apreciada pelos alunos, assim como pelos docentes que os acompanham.
Em 1910, muitas foram as notícias especulativas sobre o suposto efeito letal do gás da cauda do Cometa Halley causando uma onda de pânico, que culminou com a morte de várias pessoas que, não querendo morrer "(es)gaseadas", preferiam suicidar-se. A mística do Halley é escrita com muitas lendas, superstições, avanços científicos e tragédias. É uma espécie de popstar dos objectos cometários - bolas de gelo e poeiras formadas aquando do sistema solar.
Observado há muitos séculos e de grandes dimensões, o Halley insere-se na categoria dos cometas periódicos. As suas passagens foram, ao longo da História, conotadas como um presságio dos céus para cataclismos naturais e sociais na Terra. Em 1910, uma série de notícias a respeito do cianogénio, gás letal presente na cauda do cometa, criou um clima de pânico à escala global.
Curiosamente, o que está na origem de todo o alarido são descobertas científicas fidedignas. Pela primeira vez, os astrónomos identificaram os elementos químicos de um cometa, incluindo os componentes venenosos, e a informação saltou para a Imprensa. Houve tentativas de explicar que, mesmo ao aproximar-se mais da Terra - na noite de 18 para 19 de Maio -, o cometa não envenenaria ninguém, mas o estrago estava feito. O que aconteceu a partir daí foi uma bola de neve de superstições, especulação e exploração comercial e religiosa.